Rastreios

O DEDO QUE ADIVINHA

Rastreio Gratuito de Diabetes Tipo 1 para Crianças e Jovens

Sabia que é possível detetar a Diabetes Tipo 1 antes do aparecimento dos primeiros sintomas?

No âmbito do projeto EDENT1Fi, a APDP está a realizar rastreios gratuitos para crianças e jovens entre os 3 e os 17 anos, através de uma simples picada no dedo e análise de anticorpos específicos.

Disponível em dias úteis, das 09h30 às 15h30, na APDP, mediante marcação prévia.

 

Como agendar?

Um dos pais ou tutores legais da criança/jovem deve preencher o formulário de consentimento informado: Clique aqui para preencher o formulário

Após o envio, entraremos em contacto para confirmar o agendamento.

Para mais informações: odedoqueadivinha@apdp.pt

RADAR 1

Rastreio de Diabetes Tipo 1 para Adultos

A Diabetes Tipo 1 também pode surgir em adultos e pode ser identificada precocemente.

O programa RADAR 1 é um rastreio inovador destinado a adultos com 18 anos ou mais, com o objetivo de detetar precocemente a Diabetes Tipo 1, mesmo antes de surgirem sintomas.

Realizado na APDP, inclui:

  • Colheita de sangue venoso
  • Confirmação laboratorial em caso de resultado positivo
  • Acesso a consulta especializada de diabetologia

Custo do rastreio: 60€

Disponível em dias úteis, das 09h30 às 15h30, com marcação prévia.

Como agendar?

Preencha o formulário de consentimento informado com os seus dados:
Clique aqui para preencher o formulário

Após o envio, será contactado para agendamento do rastreio.

Para mais informações: radar1@apdp.pt

FAQs

Na Diabetes Tipo 1, o sistema imunitário ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, levando assim à redução da sua produção. A insulina é uma hormona relacionada com o metabolismo dos açúcares, das gorduras e das proteínas da nossa alimentação. A redução ou ausência de insulina no organismo leva ao aumento da glucose no sangue (chamada de hiperglicémia). A glucose é a principal fonte de energia do organismo, sendo proveniente da digestão e transformação dos alimentos e precisa da insulina para conseguir passar do sangue para dentro das células.

A causa exata da Diabetes Tipo 1 ainda não é conhecida. Pensa-se que resulte da combinação de fatores genéticos e fatores ambientais, como determinadas infeções virais ou outros estímulos ambientais.

Ao contrário da Diabetes tipo 2, a Diabetes tipo 1 não é causada pela alimentação, pelo excesso de peso ou pelo estilo de vida. É causada por uma reação autoimune em que o sistema imunitário ataca as células do pâncreas que deixa de produzir insulina.

A Diabetes tipo 1 é uma das doenças crónicas mais frequente em crianças e jovens, e por isso tem sido associada a ser uma doença da infância. No entanto, ela pode surgir em qualquer idade e a maioria das pessoas recentemente diagnosticadas são adultas.

Sabemos que há maior risco em certos grupos de pessoas, como as que têm um familiar com Diabetes Tipo 1. Mas até 90% das pessoas diagnosticadas não têm história familiar. 

A Diabetes tipo 1 também está associada a outras doenças autoimunes. Sabemos que quem tem uma doença autoimune ou familiares com doença autoimune tem um risco superior de ter Diabetes tipo 1. Estas doenças auto-imunes incluem a doença celíaca, as doenças tiroideias auto-imunes, a anemia perniciosa, o vitiligo, a doença de Addison, entre outras.

A Diabetes Tipo 1 é uma doença autoimune que evolui para sintomas associados a alterações da glicémia. Meses ou anos antes disso, aparecem anticorpos no sangue que podem ser detetados através de uma análise de sangue. Os anticorpos são proteínas produzidas pelo sistema imunitário. Ao aparecerem no sangue antes mesmo das alterações da glicémia e dos sintomas, permitem nos diagnosticar a Diabetes Tipo 1 numa fase precoce. O rastreio procura estes anticorpos e permite identificar pessoas que apresentam a Diabetes tipo 1 e que têm risco aumentado de ter no futuro.

A Diabetes Tipo 1 vai evoluindo ao longo de vários estadios: começa com a predisposição genética, evolui para a autoimunidade (com a presença dos anticorpos) e, posteriormente, para a doença metabólica sintomática (com hiperglicémia e sintomas). A maioria das pessoas só é diagnosticada numa fase avançada com hiperglicémia e sintomas associados. Mas a Diabetes pode ser identificada pelos anticorpos, mesmo antes das alterações das glicémias e dos sintomas. Não conseguimos precisar quanto tempo leva a a Diabetes tipo 1 a progredir entre estadios, mas sabemos que pode variar entre meses até vários anos.

A diabetes tipo 1 descompensada ou inaugural pode associar-se a várias queixas, como sede intensa (polidipsia), urinar muito (poliúria), muita fome (polifagia), fadiga, perda de peso, dores de cabeça, náuseas e vómitos.

Porque a Diabetes Tipo 1 pode evoluir silenciosamente. Identificar precocemente as pessoas com risco de diabetes tipo 1 permite: esclarecer sobre o risco e evolução da doença; reconhecer precocemente sinais de alarme de hiperglicémia; reduzir o risco de uma apresentação inesperada e grave como a cetoacidose diabética; preparar a pessoa e a família para o diagnóstico e a terapêutica com insulina que terá de iniciar; iniciar um acompanhamento especializado; e ser informado e proposto para integrar estudos clínicos.

O rastreio permite diagnosticar a Diabetes tipo 1 antes das manifestações clínicas da doença, criando uma oportunidade para acompanhamento e preparação.

Não a 100%. Significa que não foram detetados os anticorpos naquele momento do rastreio, o que pode mudar ao longo da vida. O risco é muito reduzido, mas não passa a ser zero.

Um resultado positivo é sempre confirmado numa 2ª colheita de sangue, pois podem existir razões que criem um “falso” resultado positivo. Após uma 2ª colheita positiva, a pessoa será contactada com o resultado. O significado do resultado pode variar consoante o número de anticorpos positivos e a história pessoal e familiar de cada pessoa. Em todos os casos de resultado positivo, será aconselhado quanto ao seguimento que deverá ter.

Atualmente, não existe uma forma de prevenir o seu aparecimento, nem uma cura ou tratamento capaz de reverter o processo autoimune. Contudo, já existem medicamentos capazes de atrasar o aparecimento da diabetes.