Alimentação em tempos de crise

Quem disse que comer bem sai caro?

Se atribuirmos ao conceito “comer bem” o sentido de “comer saudável”, é bem possível conseguirmos orientar as escolhas de forma a conciliar o orçamento mensal destinado à alimentação com o plano de austeridade de que nos fartamos de ouvir falar.

Seguem-se algumas dicas:

– Tome o pequeno-almoço em casa

Começando pela primeira refeição do dia, o pequeno-almoço, já estamos a poupar. Hoje em dia, muitas pessoas optam, por uma questão de tempo e talvez preguiça, por tomar o pequeno-almoço fora de casa, num café, numa pastelaria, no emprego. Mesmo que resista à tentação do bolo, um típico pequeno-almoço constituído por leite e pão com manteiga fora de casa pode chegar a custar 4 vezes mais do que se for feito em casa.

– Leve a marmita para o trabalho

Segundo os princípios de uma alimentação saudável, esta deve ser fraccionada em cerca de 5 a 7 refeições de forma a evitar intervalos entre elas superiores a 3 horas. Se em vez de ir ao bar, ao café ou à máquina de vending para fazer os snacks a meio da manhã e a meio da tarde, levar estas pequenas refeições preparadas de casa pode fazer com que poupe até 3 vezes o seu valor. Mais uma vez, para além de poupar em euros, poupa também em calorias, uma vez que pode substituir o refrigerante e o bolo ou o salgado – ricos em açúcar e gordura – por uma fruta ou um iogurte e pão ou bolachas.

Quanto ao almoço, por que não contar com mais um prato para o jantar e levar no dia seguinte para o almoço? Consegue ter uma refeição mais completa (sopa, prato e fruta), muito mais equilibrada do ponto de vista nutricional, que vai, com certeza, mais facilmente de encontro aos seus gostos e preferências alimentares e que pode sair a um terço do preço.

– Coma apenas a quantidade necessária de carne e peixe

A  quantidade média necessária para um adulto é de 100-120g de carne/peixe em cada uma das refeições principais. Se mesmo assim pensa que 200g de carne ao almoço e ao jantar não é muito, não esqueça que para além da carne e do peixe existem outras fontes proteicas importantes, completas  ou de alto valor biológico, como os ovos e lacticínios, também consumidos diariamente. Mais ainda, as leguminosas como o feijão, o grão, as ervilhas, as favas e a soja – fontes de proteína vegetal, hidratos de carbono e fibras – são uma económica e excelente alternativa ou complemento à carne, peixe e ovo, devendo aparecer mais vezes na ementa semanal.

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