Testes laboratoriais para diagnosticar a covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS), o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), publicaram uma circular normativa conjunta que esclarece quais os testes, disponíveis em Portugal, de diagnóstico laboratorial para SARS-CoV-2.

 

Lisboa, 6 de agosto de 2020

Segundo a DGS, o INSA e o Infarmed, existem três testes a serem utilizados em Portugal que estão classificados de acordo com os componentes biológicos detetados: os testes de biologia molecular (RT-PCR) que detetam o RNA do vírus; os testes de antigénio que detetam proteínas da superfície do vírus e os testes serológicos, que detetam anticorpos produzidos pelo organismo como resposta à infeção pelo SARS-CoV-2.

Os dois primeiros são realizados através de amostras retiradas do nariz e/ou boca, enquanto os testes serológicos utilizam soro, sangue ou plasma.

Os testes distinguem-se ainda pelo tipo de tecnologia utilizada, podendo dividir-se em duas categorias: os testes automatizados, que são processados em equipamentos laboratoriais de análise e os testes rápidos, que são dispositivos para diagnóstico in vitro, com baixa complexidade técnica e que permitem obter resultados entre 10 a 30 minutos.

No documento, a DGS, o INSA e o Infarmed clarificam que “o diagnóstico de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 deve ser realizado exclusivamente por testes de deteção de componentes do vírus, sendo os testes de biologia molecular (RT-PCR) para a deteção de RNA considerados de referência, por apresentarem maior fiabilidade”.

Entre os factores que condicionam o resultado laboratorial está o “tipo de amostra biológica, a qualidade da colheita e a dinâmica da carga viral. Os estudos publicados até à data, mostram que a probabilidade de um teste positivo decresce com o número de dias após o início dos sintomas”, lê-se na circular.

Relativamente aos testes rápidos, as três instituições alertam para o facto de que estes não podem ser um critério exclusivo para avaliar a presença de infeção, sendo necessário que sejam complementados com outros dados clínicos ou laboratoriais.

 

Saiba mais: Diário de Notícias

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