Investigação estuda efeito dos campos de férias da APDP na autogestão da diabetes dos adolescentes

Na quinta do Crestelo, em Seia, está a decorrer o 22.º campo de férias da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), de 4 a 9 de agosto de 2019. Todos os participantes têm diabetes tipo 1 e ali aprendem, também, a lidar melhor com a sua doença.

Este ano, a equipa de saúde da APDP está a desenvolver, no terreno, o estudo “Efeito do campo de férias em adolescentes com diabetes tipo 1”. Através da aplicação de questionários e da dinamização de novas estratégias na formação de grupos, pretende-se compreender o efeito que o campo de férias da APDP tem na autogestão da diabetes dos adolescentes participantes. Este estudo integra-se no âmbito do projeto de investigação Lay LeDUD Diabetes Tipo 1, da Unidade de Investigação da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa em parceria com a APDP.

O projeto Lay LeDUD Diabetes Tipo 1 é um programa de intervenção com pares, que assumem o papel de peritos e motivadores para a mudança de comportamentos. O objetivo é estimular os jovens a criarem os seus planos de ação e a prepararem-se para um desempenho adequado perante situações do dia a dia.

Os campos de férias da APDP acontecem desde 1997 e englobam jovens dos 13 aos 18 anos. São 32 participantes, 4 monitores e 2 super-monitores, com diabetes tipo 1, que, durante uma semana, praticam atividades lúdicas e desportivas. Junto de uma equipa de saúde multidisciplinar, composta por 7 profissionais de saúde, procura-se prevenir o isolamento que a doença muitas vezes provoca, sendo que a troca de experiências aliada à diversão é o lema principal deste grupo.

“A ideia dos campos de férias é proporcionar uma semana de partilha e de aprendizagem entre a equipa de saúde e os jovens. Para os jovens, é um momento para conhecerem outros jovens com diabetes tipo 1 e cultivarem amizades. Para a equipa de saúde, é também uma oportunidade para aprofundarmos o conhecimento sobre a doença, pois a convivência diária com estes jovens ensina-nos muito”, explica João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP.

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