Dia Mundial da Diabetes: Enfermeiros Fazem a Diferença

Este ano, o Dia Mundial da Diabetes assinala o papel fundamental que os enfermeiros desempenham no apoio às pessoas com diabetes.

 

Lisboa, 11 de novembro de 2020

Os enfermeiros desempenham um trabalho notável nos cuidados e no apoio às pessoas que vivem com uma ampla gama de problemas de saúde, incluindo a diabetes. Como o número de pessoas diagnosticadas com diabetes continua a aumentar em todo o mundo, o papel dos enfermeiros torna-se cada vez mais importante.

Pela importância da profissão e porque se celebra o 200.º aniversário de Florence Nightingale (fundadora da enfermagem moderna), 2020 é o ano internacional dos enfermeiros. A Federação Internacional da Diabetes adotou o tema e dedica o Dia Mundial da Diabetes deste ano à discussão sobre as medidas que podem ser tomadas para garantir que estes profissionais de saúde estão bem preparados para apoiar as pessoas com diabetes, nas suas comunidades – por meio de melhor educação e mais financiamento.

Os enfermeiros desempenham um papel fundamental no apoio, na educação, na relação terapêutica e na capacitação da pessoa com diabetes, como agentes facilitadores de mudanças de comportamento e adoção de estilos de vida saudável, entre outras e múltiplas competências. Contudo, continua a haver uma necessidade significativa de maior financiamento para formar mais enfermeiros especialistas em diabetes.

De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS):

  • Os enfermeiros representam 59% dos profissionais de saúde em todo o mundo.
  • A força de trabalho global de enfermagem é de 27,9 milhões, dos quais 19,3 milhões são enfermeiros especialistas.
  • A escassez global de enfermeiros em 2018 era de 5,9 milhões e 89% dessa carência concentra-se nos países de baixo e médio rendimento.
  • O número de enfermeiros especialistas precisa de crescer 8% ao ano para superar deficiências alarmantes na profissão até 2030.

A OMS estima que o investimento total necessário para atingir as metas delineadas nos Objetivos de Desenvolvimento Social (ODS) até 2030 é de US $ 3,9 triliões – 40% dos quais devem ser dedicados à remuneração dos recursos humanos em saúde.

Investir nos recursos humanos em saúde tem ainda a capacidade de impactar outros ODS, nomeadamente na erradicação da pobreza, na educação inclusiva e equitativa, na igualdade de género e no crescimento económico sustentável e inclusivo.

Na Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, para além da diversidade de experiências clínicas em todas as áreas ligadas ao acompanhamento integrado da pessoa com diabetes e familiares, toda a equipa de enfermagem desenvolve formação contínua nesta área, permitindo a especialização dos cuidados e a participação ativa na promoção da autonomia e autogestão da doença pelas pessoas com diabetes.

A área de educação terapêutica na diabetes, na qual a enfermagem tem um papel fundamental, em parceria com as pessoas com diabetes e familiares e os outros profissionais de saúde da equipa multidisciplinar, é um processo facilitador na promoção de melhores cuidados às pessoas com diabetes, de modo a otimizarem a sua vida com a diabetes em termos da melhoria da autogestão, bem-estar e qualidade de vida.

Como sublinha Anne-Marie Felton, presidente da FEND – Fundação Europeia de Enfermeiros em Diabetes: “É um prazer trabalhar com esta equipa inspiradora de enfermeiros especialistas em diabetes. Reconhecemos a sua liderança em Portugal e não só.”

 

Lurdes Serrabulho

(Coordenadora de Enfermagem e de Formação da APDP)

 

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