APDP junta-se à IDF Europa e pede “ação conjunta que trave o rápido aumento do cancro e da diabetes”

No Dia Mundial do Cancro, que se assinala hoje, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) e a região europeia da Federação Internacional da Diabetes (IDF Europa) vêm sensibilizar a comunidade internacional para uma ação conjunta que trave o rápido aumento do cancro e da diabetes, assim como o peso das suas complicações. Estratégias de prevenção mais eficientes, melhoria nos cuidados, mais apoio social e combate à discriminação, são alguns dos temas em comum das pessoas que vivem com cancro e diabetes. São também temas que devem ser prioritários das agendas públicas de saúde ao nível regional, nacional e internacional.

Lisboa, 4 de fevereiro de 2020

Medidas que promovam ambientes propícios à adoção de estilos de vida saudável, diagnósticos precoces, acompanhamento médico para alcançar um bom controlo da diabetes, programas de educação para pessoas com diabetes e cuidadores, e apoio comunitário, devem ser encorajados pelos governantes. “Todos desejamos inspirar comportamentos individuais responsáveis e só uma abordagem transversal contribuirá para a concretização do lema deste ano do Dia Mundial do Cancro: Eu sou e eu vou. A luta contra o cancro em pessoas com diabetes é mais bem conseguida por quem tem acesso a uma boa educação sobre a doença e que se possa valer de apoio emocional. Este conhecimento e apoio aumentam a auto estima e a sensação de controlo da própria vida, ajudando as pessoas a manter uma atitude positiva.”, afirma José Manuel Boavida, presidente da APDP e membro do Board da IDF Europa.

Neste 20.º Dia Mundial do Cancro, a IDF Europa e a APDP juntam-se à comunidade internacional do cancro para uma maior consciencialização da sociedade sobre esta doença crónica, apelando a mudanças nas políticas de saúde, de prevenção e de cuidados ao nível regional, nacional e internacional.

As doenças não transmissíveis, incluindo o cancro e a diabetes, estão entre as “Dez ameaças à saúde global” identificadas pela Organização Mundial da Saúde. Atualmente, em todo o mundo, 43.8 milhões de pessoas sobrevivem após um diagnóstico de cancro e muitas irão viver com outras doenças crónicas, das quais a diabetes é uma das mais prevalentes. Tendo em conta o aumento de novos casos de cancro e de diabetes, o número de pessoas com as duas doenças em simultâneo aumentará significativamente num futuro próximo.

Uma alimentação desadequada, o sedentarismo, o tabaco, o consumo excessivo de álcool e fatores ambientais como a poluição, mas também o isolamento social e o stress, são alguns dos fatores de risco comuns ao cancro e à diabetes. Adicionalmente, as pessoas com diabetes têm um risco acrescido de desenvolver determinados tipos de cancro, além de um pior prognóstico após o diagnóstico.

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