APDP apela à intervenção do Estado perante caso de discriminação de criança com diabetes tipo 1

A APDP manifesta o seu descontentamento perante a decisão do Colégio do Sardão, fundado pelo Instituto das Irmãs de Santa Doroteia, em Vila Nova de Gaia, por negar, em véspera do arranque do novo ano letivo, o acesso à educação de uma criança de seis anos com diabetes tipo 1 por falta de condições no acompanhamento da patologia: “Esta é uma atitude discriminatória e de desresponsabilização que revela a falta de regulamentação na área da educação e saúde”.

 

Lisboa, 11 de setembro de 2020

José Manuel Boavida, presidente da APDP, insurge-se perante esta decisão e esclarece que “a obrigação da escola, pública ou privada, é, juntamente com os pais, pedir o apoio da Saúde Escolar, que se articulará com o centro especialista onde a criança é seguida, para formação dos profissionais das escolas. As escolas não devem poder negar-se a receber crianças com diabetes. Entre o centro de saúde e o hospital, a escola e os pais, terão de ser encontradas soluções de integração e não de estigmatização das crianças. Integração sim, estigma não.”

A associação defende que esta foi mais uma recusa injustificada, tanto mais que a instituição já conhecia a condição da criança desde março e que a própria mãe já tinha começado a falar das necessidades específicas da filha. A APDP relembra ainda que, no ano passado, o Colégio Americano teve a mesma atitude, sem qualquer consequência ou intervenção por parte do Ministério da Educação, obrigando os pais a procurarem outra alternativa.

“A recusa notificada esta manhã pelo Jornal Público apenas demonstra uma atitude irresponsável e discriminatória e alerta para a falta de regulamentação e de ação do Ministério da Educação e Saúde nesta área.” menciona José Manuel Boavida.

Em Portugal, a diabetes tipo 1 já atinge mais de três mil jovens com idades até aos 19 anos, com cerca de 55% com idade inferior a 14 anos.

José Manuel Boavida alerta ainda que “além deste episódio inadmissível, os destaques das capas dos jornais de hoje dão conta de que há hospitais que estão a recusar grávidas com COVID-19. Onde está a regulação? Não basta ao Estado cumprir o seu papel, tem que obrigar as instituições a serem responsáveis e a não tratarem as pessoas como descartáveis. Usam-se e deitam-se fora, quando não convém!”, conclui o presidente da APDP.

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